vo·cê
olá, você.
veio uma ansiedade, dessas que doem a alma e chegam escassas de piedade.
sem qualquer motivo ou lógica, simplesmente chegou, me sugou.
você vinha em minha mente. resolvi então te procurar, perguntar, afinal, o universo tentava algo me contar.
você revelou que havia retornado, e fez meu coração, já desgovernado, acreditar antes que eu pudesse impedir.
estamos novamente a passos, todavia em descompasso. fui tomado por uma rudimentar esperança, pelo querer voltar, lapidar.
te amo com todo ardor; assim, também te temo ao extremo.
há medo maior que falhar no amor?
você me tira o ar, faz-me penar.
benquerer traz essa ansiedade, tão enganosa, tão penosa, enquanto meu coração e minha mente insistem em permanecer divergentes.
o que fazer?
tentar, após tanto… será?
amar, após tudo… virá?
sem qualquer motivo ou lógica, continuamos ansiando um pelo outro. de uma forma única e peculiarmente cruel, sofremos sorrateiramente, como quem não sabe se está diante de um recomeço ou apenas de outra maneira de terminar.
que amor não rima com alguma dor?
para o meu ser, não há mesmo qualquer lógica, apenas motivo:
olá, você.